Um bom rótulo

Um bom rótulo

Na formação profissional de um designer, em muitos casos, elaborar rótulos é um desafio bastante desejado. É uma tarefa que se torna mais e mais prazerosa à medida que se adquire experiência; já que ela, a experiência, faz amadurecer também a habilidade de sintetizar as quase sempre enfadonhas especificações técnicas dos produtos, por meio de uma linguagem ao mesmo tempo simples e marcante.

A regra básica é a seguinte:  Os elementos visuais estampados na embalagem devem traduzir as principais características daquele produto. As principais, mas só as positivas. Um designer não seria ousado o suficiente pra apresentar, e menos ainda um empresário seria altruísta o bastante pra aprovar, algo que confrontasse esta “regra”. Ou seria?

Aperte o sinto, vamos decolar!
Imagine-se diante de uma gôndula de supermercado prestes a escolher um achocolatado em pó. Ali, entre tantas opções, um rótulo “pula” aos seus olhos. E você observa, bem  próximo ao logotipo, um ícone colorido, com a seguinte inscrição: “Muito mais açucar! Muito mais química! Muito mais alergia para o seu dia-a-dia!” Pra encurtar a história, é só um delírio, uma “viagem”, isso jamais aconteceria. Simplesmente porque feriria mortalmente um dos fundamentos do mercado de consumo: o lucro. Seria como um “tiro no pé”, um “anti-marketing”. A marca/empresa se converteria em piada e fecharia as portas pouco tempo depois do lançamento.

Voltando à “regra básica”, a parte visível só pode ser atraente e sedutora, portanto, positiva. Veja, não estou afirmando que tudo o que está nos rótulos é mentira ou armadilha. É fato: certos atributos são superestimados, enquanto outros (des)aparecem em letras minúsculas, bem no meio daquele bloco de texto homogêneo e, claro, sem dar a menor pista do provável mau que causarão ao consumidor ao longo do tempo¹.

Isso é sobre design gráfico e sobre consumo. Mas e quanto às pessoas dos designers e dos consumidores? As coisas não são muito diferentes. O mundo² ensina a ostentar qualidades e pontos fortes, não raro artificiais. Na mesma medida encoraja a encobrir limitações, falhas e fraquezas. Assim se constrói um rótulo. E através dele as pessoas são avaliadas, aceitas ou rejeitadas. O mundo não somente orienta pra isso, ele exige isso. É a regra básica.

Sugiro que você faça agora uma auto-análise; pode ser uma pausa bem breve, que seja porém profunda. Alguém que te conhece melhor que você vai começar a falar suavemente. Fique atento.

Se você está entre os que não se acomodam atrás de um “bom” rótulo, saiba que é preciso ter plena consciência de si mesmo e humildade pra reconhecer que precisa de ajuda. Isso porque, inevitavelmente, todo aquele que vê quem é de fato, anseia por transformação. Um tipo específico de mudança passa a ser desejada: real e eterna. Só o Espírito Santo tem poder pra mudar algo profunda e verdadeiramente em cada um.

O mundo está repleto de padrões que induzem as pessoas a se esconderem atrás de rótulos. Jesus Cristo veio pra destruir os padrões do mundo. Com Ele os rótulos são pulverizados. Jesus ensina a romper as limitações, dá força pra superar as fraquezas e restaura a dignidade que há em ser autêntico. Ele faz nascer no coração o desejo de ser transparente, para ser visto mesmo! Para que o mundo conheça o poder transformador do amor de Deus.

¹ pesquisas disponíveis na internet apontam para o consumo de aditivos químicos presentes na maioria dos alimentos industrializados como a origem de diversas alergias.
² no sentido de sociedade, grupo cultural dominante.

Texto inspirado no livro de Mateus, capítulo 23
Leia e receba o toque do Espírito de Deus!

Pra levar de lembrança: Um médico não pode curar feridas se elas não forem mostradas a ele.

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