Jesus despedaça o jugo
Preconceito no “Aurélio”
1 . Conceito ou opinião formada antecipadamente sem ponderação ou conhecimento dos fatos.
2 . Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a grupos sociais.
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da vossa mente” Romanos 12:2a
Este versículo pertence à carta escrita pelo servo de Cristo, o apóstolo Paulo, aos crentes que estavam em Roma. É um texto precioso pelo ensinamento e ainda mais impressionante por causa daquele que, como instrumento de Deus, o escreveu.
Paulo, o autor de Romanos e de muitas outras cartas que compõem o Novo Testamento, só escreveu aquilo que de fato viveu, graças à profunda transformação realizada nele em determinado momento de sua vida.
Mas por que falar de Paulo quando o assunto é preconceito?
Quero começar respondendo uma outra pergunta: quem foi Paulo, antes chamado Saulo?
No livro de Atos dos Apóstolos, um livro histórico que registra o início da igreja após a morte, a ressurreição e a ascenção de Jesus ao céu, encontramos uma breve e definitiva descrição desse homem que foi uma das maiores personalidades do cristianismo; está no capítulo 9, versículos 1 e 2:
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.”
Veja o que aconteceu com Saulo
“chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?” Atos 9:3-6. “E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado.” 9:18
Saulo era um homem cheio de ira irracional contra os cristãos e que tinha todas as justificativas plausíveis para cada um de seus preconceitos, já que agia sob o jugo da lei. Saulo era um mensageiro da morte, um perseguidor de Jesus; porém foi transformado em um servo de Cristo, mensageiro da vida, um seguidor de Jesus.
Não dá pra seguir Jesus sem ser transformado por ele. Então, veja o caráter do novo homem, agora chamado Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20
Mas é somente Jesus, por meio do Espírito Santo, que tem poder para promover toda e qualquer restauração de caráter pela qual possam passar os seres humanos. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). E para que os homens, que longe de Deus permanecem escravos da sua natureza pecaminosa, pudessem ser libertos dela, o próprio Deus se fez carne e se sujeitou ao sacrifício da cruz.
Até mesmo Jesus!
Pois este mesmo Jesus, o próprio Deus, foi vítima de preconceito quando habitou na Terra e nela instaurou o Reino dos Céus. Nas passagens bíblicas a seguir ficaram registrados o mau inato dos homens: o desejo de divisão, a arrogância e prepotência próprias de quem acredita ser capaz de julgar, sendo injustos por essência.
João 1:43-49
“No dia seguinte quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê. Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.”
Marcos 6:1-3
“E, partindo dali, chegou à sua pátria, e os seus discípulos o seguiram. E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.”
Como Jesus combateu o preconceito?
Ele tocou em leprosos para curá-los (Marcos 1:40-42). Naquela época os leprosos eram expulsos da comunidade para morrerem de fome e abandono fora dos muros das cidades, porque todos acreditavam ser a lepra um mau espiritual, uma maldição, e que se eles não fossem escorraçados logo ao primeiro sinal da doença, toda cidade seria amaldiçoada com eles. A lepra era uma enfermidade social.
Ele falou de seu amor para uma mulher samaritana (João 4:9). Judeus eram proibidos de falar com mulheres em público, sobretudo se pertencessem a raças inferiores, como acreditavam ser os samaritanos. O machismo e a prepotência eram enfermidades sociais.
Depois de mais de 2 mil anos nada mudou na condição humana. Os preconceitos ganharam novos nomes e migraram para outros tempos. A excelente notícia é que o amor de Deus também não mudou! Ele jamais muda! O preconceito é padrão do mundo, que segrega, traz sofrimento e, por isso, é inaceitável entre cristãos.
Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34).
O preconceito é um jugo. Uma ordenança do mundo. Mas Jesus despedaça o jugo, pois o nosso Deus é fogo consumidor.
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da vossa mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Romanos 12:2

