A conversão de todo dia
Seria fácil demais seguir a Cristo se uma vez tomada esta decisão ela não tivesse que ser reiterada a todo momento. Isso seria uma conveniência bem ajustada à natureza humana, essencialmente comodista.
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:2
O Deus da criação, o Alfa e o Ômega, o Grande Eu Sou, o Deus que se fez carne e se entregou pelos pecados de toda raça humana, o Deus vivo, onipotente, onisciente e onipresente, sim esse Deus é espírito. Portanto convém ao homem (gênero humano), como sua criatura, que o adore em espírito. Ora, sendo o homem de carne e osso, há apenas uma forma de aproximação e intimidade com o Pai eterno: a mortificação da carne, que pode ser explicada também como uma conversão - mudança de direção - para o conseqüente fortalecimento do espírito.
Quando fortalecido em Cristo nega a carne, o homem recebe por meio de Cristo, entendimento do verdadeiro propósito de sua existência, pela revelação da vontade de Deus, a saber que seja o homem seguidor de Cristo a fim de que se torne cada dia mais parecido com Ele.
“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mt 16:24
É sabido que Jesus durante seu ministério terreno teve perfeita comunhão com Deus - pois Ele era um com o Pai - sendo assim ele conhecia e obedecia aquilo que o Pai havia reservado para Ele.
“E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Fp 2:8
Seguir Jesus é aprender, pelo observar e imitar, a conhecer e a obedecer a vontade de Deus. “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;” 1Pe 1:14
O maior ato de amor do princípio ao fim dos tempos. É evidente que em tempo algum houve ou haverá alguém capaz de cumprir o que Jesus fez; tanto pelo propósito da entrega quanto pela grandeza sobrenatural daquele gesto: o Cordeiro Santo entregou-se como sacrifício a Deus pelos pecados do homem, para que este recebesse a salvação eterna.
Desse modo, quando nega uma vontade da carne, quando abre mão de um prazer imediato, posicionando-se contra seu sentimento egoísta, o homem honra a obra da cruz, demonstra gratidão e declara espiritualmente o seu amor por aquele que o criou.
Não deve o homem iludir-se com padrões mundanos, concluindo erroneamente que já é “bonzinho” o suficiente. Pelo contrário deve entregar-se à vontade de Deus e aceitar a correção do Senhor. Deus quer cumprir a boa obra que começou em cada vida.
Conversão é uma experiência que tem que ser diária.
Ah, com Cristo, em Cristo e para Cristo não é difícil ser cristão!
